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angioclinica

Varizes

Varizes são veias dilatadas, tortuosas e insuficientes que podem trazer comprometimento funcional – pois o retorno venoso é prejudicado – e estético associado. Sintomas como peso, cansaço, queimação e inchaço (edema) podem ocorrer nos mais variados graus. Nos casos mais avançados e de longa evolução, podem surgir complicações mais graves (tromboflebites, sangramentos e úlceras por exemplo).

Embora nem todos os mecanismos na formação das varizes estejam elucidados, considera-se uma doença de etiologia multifatorial.

Alguns dos fatores mais reconhecidos como causadores ou facilitadores para o surgimento de varizes:

  1. Genética/hereditariedade
  2. Sexo feminino (maior predisposição)
  3. Obesidade
  4. Sedentarismo
  5. Número de gestações
  6. Uso de anticoncepcional/hormônios
  7. Tipo de trabalho exercido (longos períodos em pé/sentado)

Qualquer veia pode tornar-se variosa, mas as pernas e os pés são mais afetados e ainda podem estar associadas a microvarizes e telangiectasias (vasinhos). O planejamento do tratamento exige uma avaliação realizada por um cirurgião vascular, que além do uso de fleboscopia e realidade aumentada durante o exame físico, poderá solicitar um eco Doppler (exame que avalia o sistema venoso profundo e superficial). Como toda doença, o tratamento é mais simples e eficaz se instituído em fases iniciais.

Atualmente existem diversos tratamentos para as varizes e microvarizes. Quando existe o envolvimento de veias safenas, uma boa alternativa é o uso da radiofrequência ou do endolaser, técnicas menos invasivas e consideradas como padrão ouro de tratamento por diversas diretrizes internacionais. A espuma densa também é uma técnica que nos permite o tratamento de varizes de maior calibre de forma ambulatorial (sem necessidade de internação hospitalar) mas existem alguns limitantes.

No caso de varizes reticulares, de menor calibre, técnicas de ressecção micro-cirúrgicas, macro-escleroterapia ou uso de laser transdérmico podem ser cogitadas. Na presença de microvarizes/vasinhos, o uso de laser transdérmico associado a escleroterapia ou apenas escleroterapia isolada costumam trazer bons resultados. A decisão sobre a melhor alternativa é dependente da experiência pessoal do cirurgião, dos recursos existentes (como aparelhos de laser por exemplo), dos desejos do paciente, limitantes econômicos e da interpretação por parte do cirurgião, dos desejos estéticos de cada paciente.

Não existe um tratamento engessado – cada paciente possui características próprias e variados graus de estadiamento da doença com necessidade diferentes. A maioria dos tratamentos exigem a necessidade de associação de métodos e algum tempo para se sentir o efeito (principalmente nos casos de exigência estética mais elevada). A prevenção e acompanhamento seriado evitam recidivas e proporcionam pernas saudáveis por mais tempo.

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