(48) 3222-9255

(48) 98436-0532

angioclinica

BLOG

Laser transdérmico para varizes: como funciona e quando é indicado?

Doenças Venosas

Vasinhos nas pernas incomodam muita gente, não apenas pela questão estética, mas também porque podem estar associados a sintomas como ardência, desconforto ou sensação de peso. Para alguns desses casos, o laser transdérmico pode ser uma alternativa de tratamento minimamente invasiva.

Uma das características da técnica é não exigir cortes ou a introdução de agulhas na pele. O equipamento emite uma luz que atravessa a pele e é direcionada ao vaso tratado, promovendo uma reação que leva ao seu fechamento.

Neste conteúdo, você vai entender como funciona o laser transdérmico, para quais tipos de vasos ele costuma ser indicado e em quais situações o tratamento pode não ser recomendado.

O que é o laser transdérmico?

De forma simples, o laser transdérmico é um dispositivo médico que emite um feixe de luz em um comprimento de onda específico. Quando essa luz é direcionada ao vaso, sua energia é absorvida e se transforma em calor, provocando uma reação controlada que leva ao fechamento do vaso tratado.

Vale diferenciar esse procedimento do endolaser, utilizado em veias mais profundas e de maior calibre, como a safena. Nesse caso, uma fibra óptica é introduzida dentro do vaso. Já o laser transdérmico atua externamente, através da pele, sendo mais indicado para vasos superficiais e de menor calibre.

Quando o laser transdérmico é indicado

Nem todo vaso responde da mesma forma ao laser transdérmico. O tratamento costuma ser mais indicado para vasos pequenos e superficiais, entre eles as telangiectasias, conhecidas como vasinhos finos e avermelhados ou arroxeados, que podem apresentar um formato semelhante a uma “teia de aranha” e costumam aparecer nas pernas, nas coxas e, em alguns casos, no rosto.

As veias reticulares, um pouco mais calibrosas e de coloração azulada, também podem ser tratadas com o laser transdérmico, dependendo de suas características.

O procedimento também pode ser uma alternativa para pessoas que têm receio de agulhas ou para regiões em que a aplicação da escleroterapia pode ser mais difícil, como algumas áreas próximas aos tornozelos. A indicação, porém, depende da avaliação individual de cada caso.

Como funciona o tratamento?

A sessão é realizada em consultório e, em geral, não exige preparo especial ou anestesia. Durante o procedimento, o médico posiciona o equipamento sobre a área a ser tratada. Uma ponteira de resfriamento pode ser utilizada para ajudar a reduzir o desconforto, e a sensação durante os disparos costuma ser descrita como pequenos beliscões ou pontos de calor.

A energia do laser é absorvida pelo vaso e gera calor, provocando uma reação controlada que leva ao seu fechamento. Nas semanas seguintes, o organismo absorve gradualmente o tecido tratado, fazendo com que o vaso fique menos visível na superfície da pele.

Na maioria dos casos, é possível retomar as atividades habituais no mesmo dia. A exposição solar direta na região tratada deve ser evitada pelo período orientado pelo médico.

A quantidade de sessões varia conforme a quantidade, o calibre e as características dos vasos, além da resposta de cada paciente ao tratamento. Quando são necessárias novas aplicações, elas costumam ser realizadas com um intervalo de algumas semanas, permitindo avaliar a resposta antes de repetir o procedimento.

Em alguns casos, o laser pode ser associado à escleroterapia, técnica que utiliza substâncias aplicadas diretamente nos vasos para promover seu fechamento. A combinação pode ser indicada quando existem vasos de diferentes calibres na mesma região, permitindo que cada técnica seja utilizada de acordo com as características dos vasos tratados.

Existe contraindicação?

Sim. A avaliação das características da pele é importante antes do procedimento. Quanto mais pigmentada ou bronzeada ela estiver, maior pode ser o risco de alterações na pele, como queimaduras ou manchas, já que a melanina também absorve a energia do laser.

Por esse motivo, o procedimento pode ser adiado após períodos de maior exposição solar. Outras situações também podem contraindicar ou exigir o adiamento do tratamento, como:

  • Gestação e amamentação;
  • Feridas, infecções ou dermatites ativas na área a ser tratada;
  • Uso de determinados medicamentos que aumentam a sensibilidade à luz;
  • Histórico de queloides ou cicatrizes hipertróficas, conforme avaliação médica.

Por isso, a avaliação prévia com um cirurgião vascular é indispensável. Além de verificar se o laser transdérmico é a opção mais adequada, o médico pode identificar alterações vasculares associadas aos vasos visíveis e, quando necessário, indicar outra abordagem antes ou em conjunto com o tratamento.

Tratamento com laser transdérmico na Angioclínica

Vasinhos e pequenas varizes podem representar uma questão estética, mas também podem estar associados a alterações na circulação. Por isso, o ideal é partir de uma avaliação especializada antes de escolher o tratamento.

Na Angioclínica, cada caso é avaliado individualmente por uma equipe especializada em angiologia e cirurgia vascular. É essa avaliação que define se o laser transdérmico, a escleroterapia ou a combinação dos dois é o caminho mais indicado para cada caso.

Se você quer entender qual tratamento faz mais sentido para o seu caso, agende sua consulta e dê o primeiro passo para cuidar da sua circulação com segurança.

O que é um pseudoaneurisma e quando se preocupar

O que é um pseudoaneurisma e quando se preocupar

O pseudoaneurisma, também chamado de aneurisma falso, é uma condição vascular que ocorre quando há uma lesão na parede de um vaso sanguíneo, permitindo o extravasamento de sangue e a formação de uma bolsa que permanece em comunicação com a circulação. Diferentemente...

Doença arterial periférica: o que todo paciente precisa saber

Doença arterial periférica: o que todo paciente precisa saber

A doença arterial periférica (DAP) é uma condição vascular séria — e mais comum do que se imagina. Ela ocorre quando as artérias responsáveis por levar sangue para as pernas (e, em alguns casos, para os braços) se tornam estreitadas ou obstruídas, geralmente devido ao...

WhatsApp