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Claudicação intermitente: quando a dor nas pernas ao caminhar é um sinal de alerta

Doenças Arteriais

A claudicação intermitente é um sintoma circulatório frequente, mas muitas vezes subestimado, que afeta os membros inferiores. Caracteriza-se por uma dor semelhante a uma cãibra, que surge durante atividades físicas – especialmente ao caminhar – e tende a desaparecer com o repouso. O desconforto é resultado da redução do fluxo sanguíneo para os músculos das pernas, o que compromete o fornecimento de oxigênio durante o esforço.

Mais do que um incômodo, a claudicação intermitente pode indicar problemas graves, como a doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) ou a aterosclerose. Por isso, merece investigação cuidadosa.

A seguir, você vai entender as principais causas e sintomas, como é feito o diagnóstico, quais são os fatores de risco e quais tratamentos podem ajudar a controlar o problema. Continue a leitura e saiba mais!

O que causa a claudicação intermitente?

Como já mencionamos anteriormente, a claudicação intermitente é causada principalmente por problemas circulatórios que dificultam o fornecimento adequado de sangue às pernas durante o esforço físico. Uma de suas principais causas é a aterosclerose, doença inflamatória e progressiva caracterizada pela formação de placas de gordura na parede das artérias, que comprometem o fluxo sanguíneo.

Esse estreitamento das artérias pode levar à isquemia dos membros inferiores, o que significa que os músculos não recebem oxigênio suficiente durante atividades como caminhar ou subir escadas. A claudicação também pode ser um sintoma de doença arterial periférica (DAP), uma condição que pode evoluir para quadros mais graves se não tratada a tempo.

Fatores de risco

A condição divide os mesmos fatores de risco que outras doenças cardiovasculares. Entre os principais estão:

  • Histórico familiar de aterosclerose;
  • Idade acima de 70 anos (ou a partir dos 50 anos para fumantes e diabéticos);
  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial;
  • Colesterol elevado (hipercolesterolemia);
  • Doença renal crônica;
  • Obesidade;
  • Tabagismo.

Ou seja, o estilo de vida influencia diretamente no surgimento da condição. Por isso, parar de fumar, controlar o peso, a pressão arterial e o colesterol são medidas fundamentais para prevenir a progressão da claudicação intermitente de membros inferiores.

Quais os sintomas da claudicação intermitente?

Os sinais são, geralmente, perceptíveis durante atividades físicas, mas desaparecem com o repouso. Os mais frequentes incluem:

  • Dor, fisgada ou cãibra nas pernas durante caminhada ou corrida, aliviada com repouso;
  • Desconforto nas panturrilhas, coxas, quadris ou nádegas;
  • Fadiga muscular ao andar por curtas distâncias;
  • Pés ou dedos mais arroxeados, frios ao toque;
  • Limitação funcional, com dificuldade para caminhar longos trechos.

Nos estágios mais avançados, a dor pode persistir mesmo em repouso, e surgem sinais como feridas que não cicatrizam, pele fria e dormência. Esses sinais indicam um agravamento da isquemia e demandam atenção médica urgente.

Como é feito o diagnóstico e a prevenção

O diagnóstico da claudicação intermitente é clínico, baseado na queixa do paciente e na avaliação médica, mas pode ser confirmado com exames complementares. O mais comum é o ecodoppler vascular, que permite visualizar o fluxo sanguíneo nas artérias dos membros inferiores e identificar obstruções.

Para prevenir a claudicação intermitente, é essencial adotar hábitos saudáveis, como:

  • Praticar exercícios físicos regulares – de preferência, orientados por um profissional de saúde;
  • Seguir uma alimentação balanceada, rica em fibras e com pouca gordura saturada;
  • Evitar o cigarro, um dos principais fatores agravantes da doença arterial periférica;
  • Controlar glicemia, colesterol e pressão arterial;
  • Fazer check-ups regulares com um cirurgião vascular.

Infelizmente, muitas pessoas não buscam atendimento por acreditarem que a dor nas pernas faz parte do envelhecimento. No entanto, quanto antes a condição for detectada, maiores são as chances de sucesso no tratamento.

Tratamento

O tratamento para claudicação intermitente depende da causa e do estágio da doença. Em geral, envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e, em casos mais graves, procedimentos cirúrgicos.

O primeiro passo é tratar o fator causador. Se a claudicação for provocada por aterosclerose ou DAOP, o foco será na melhora da saúde vascular e na prevenção de complicações, o que pode incluir a interrupção do tabagismo e o controle do diabetes, colesterol e pressão arterial. 

Além do acompanhamento clínico, alguns medicamentos podem ajudar a melhorar a circulação e aliviar os sintomas – como estatinas, vasodilatadores e antiagregantes plaquetários, sempre com prescrição médica. Mas, quando a circulação está muito comprometida e o desconforto começa a limitar atividades simples do dia a dia, pode ser hora de pensar em um tratamento mais avançado.

Nessas situações, o cirurgião vascular pode indicar procedimentos como angioplastia com balão, implante de stent ou, em casos mais graves, a cirurgia de revascularização (bypass). Agir rápido faz toda a diferença para evitar complicações (como amputações), restaurar o fluxo sanguíneo e preservar a qualidade de vida.

Cuide da circulação das suas pernas com a Angioclínica

Se você sente dores nas pernas ao caminhar, cãibras frequentes ou cansaço muscular que melhora ao descansar, não ignore esses sinais. Eles podem indicar claudicação intermitente, um sintoma que deve ser avaliado por um angiologista ou cirurgião vascular o quanto antes.

Na Angioclínica, contamos com médicos especialistas em doenças vasculares, exames modernos como o ecodoppler e abordagens completas de tratamento, desde a orientação clínica até procedimentos cirúrgicos.

Agende sua consulta e cuide da saúde das suas pernas com quem entende de circulação. Prevenir complicações é sempre o melhor caminho!

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