Vasinhos nas pernas incomodam muita gente, não apenas pela questão estética, mas também porque podem estar associados a sintomas como ardência, desconforto ou sensação de peso. Para alguns desses casos, o laser transdérmico pode ser uma alternativa de tratamento minimamente invasiva.
Uma das características da técnica é não exigir cortes ou a introdução de agulhas na pele. O equipamento emite uma luz que atravessa a pele e é direcionada ao vaso tratado, promovendo uma reação que leva ao seu fechamento.
Neste conteúdo, você vai entender como funciona o laser transdérmico, para quais tipos de vasos ele costuma ser indicado e em quais situações o tratamento pode não ser recomendado.
O que é o laser transdérmico?
De forma simples, o laser transdérmico é um dispositivo médico que emite um feixe de luz em um comprimento de onda específico. Quando essa luz é direcionada ao vaso, sua energia é absorvida e se transforma em calor, provocando uma reação controlada que leva ao fechamento do vaso tratado.
Vale diferenciar esse procedimento do endolaser, utilizado em veias mais profundas e de maior calibre, como a safena. Nesse caso, uma fibra óptica é introduzida dentro do vaso. Já o laser transdérmico atua externamente, através da pele, sendo mais indicado para vasos superficiais e de menor calibre.
Quando o laser transdérmico é indicado
Nem todo vaso responde da mesma forma ao laser transdérmico. O tratamento costuma ser mais indicado para vasos pequenos e superficiais, entre eles as telangiectasias, conhecidas como vasinhos finos e avermelhados ou arroxeados, que podem apresentar um formato semelhante a uma “teia de aranha” e costumam aparecer nas pernas, nas coxas e, em alguns casos, no rosto.
As veias reticulares, um pouco mais calibrosas e de coloração azulada, também podem ser tratadas com o laser transdérmico, dependendo de suas características.
O procedimento também pode ser uma alternativa para pessoas que têm receio de agulhas ou para regiões em que a aplicação da escleroterapia pode ser mais difícil, como algumas áreas próximas aos tornozelos. A indicação, porém, depende da avaliação individual de cada caso.
Como funciona o tratamento?
A sessão é realizada em consultório e, em geral, não exige preparo especial ou anestesia. Durante o procedimento, o médico posiciona o equipamento sobre a área a ser tratada. Uma ponteira de resfriamento pode ser utilizada para ajudar a reduzir o desconforto, e a sensação durante os disparos costuma ser descrita como pequenos beliscões ou pontos de calor.
A energia do laser é absorvida pelo vaso e gera calor, provocando uma reação controlada que leva ao seu fechamento. Nas semanas seguintes, o organismo absorve gradualmente o tecido tratado, fazendo com que o vaso fique menos visível na superfície da pele.
Na maioria dos casos, é possível retomar as atividades habituais no mesmo dia. A exposição solar direta na região tratada deve ser evitada pelo período orientado pelo médico.
A quantidade de sessões varia conforme a quantidade, o calibre e as características dos vasos, além da resposta de cada paciente ao tratamento. Quando são necessárias novas aplicações, elas costumam ser realizadas com um intervalo de algumas semanas, permitindo avaliar a resposta antes de repetir o procedimento.
Em alguns casos, o laser pode ser associado à escleroterapia, técnica que utiliza substâncias aplicadas diretamente nos vasos para promover seu fechamento. A combinação pode ser indicada quando existem vasos de diferentes calibres na mesma região, permitindo que cada técnica seja utilizada de acordo com as características dos vasos tratados.
Existe contraindicação?
Sim. A avaliação das características da pele é importante antes do procedimento. Quanto mais pigmentada ou bronzeada ela estiver, maior pode ser o risco de alterações na pele, como queimaduras ou manchas, já que a melanina também absorve a energia do laser.
Por esse motivo, o procedimento pode ser adiado após períodos de maior exposição solar. Outras situações também podem contraindicar ou exigir o adiamento do tratamento, como:
- Gestação e amamentação;
- Feridas, infecções ou dermatites ativas na área a ser tratada;
- Uso de determinados medicamentos que aumentam a sensibilidade à luz;
- Histórico de queloides ou cicatrizes hipertróficas, conforme avaliação médica.
Por isso, a avaliação prévia com um cirurgião vascular é indispensável. Além de verificar se o laser transdérmico é a opção mais adequada, o médico pode identificar alterações vasculares associadas aos vasos visíveis e, quando necessário, indicar outra abordagem antes ou em conjunto com o tratamento.
Tratamento com laser transdérmico na Angioclínica
Vasinhos e pequenas varizes podem representar uma questão estética, mas também podem estar associados a alterações na circulação. Por isso, o ideal é partir de uma avaliação especializada antes de escolher o tratamento.
Na Angioclínica, cada caso é avaliado individualmente por uma equipe especializada em angiologia e cirurgia vascular. É essa avaliação que define se o laser transdérmico, a escleroterapia ou a combinação dos dois é o caminho mais indicado para cada caso.
Se você quer entender qual tratamento faz mais sentido para o seu caso, agende sua consulta e dê o primeiro passo para cuidar da sua circulação com segurança.





