A espuma densa é uma das técnicas utilizadas no tratamento de varizes. Conhecido tecnicamente como escleroterapia com espuma, o procedimento consiste na aplicação de uma substância esclerosante diretamente na veia comprometida, com o objetivo de provocar seu fechamento. Por ser minimamente invasivo, não exige cortes e, em muitos casos, pode ser realizado em ambiente ambulatorial.
A indicação depende das características das veias, dos sintomas e da avaliação vascular. Por isso, a espuma não é a opção mais adequada para todos os casos. Ao longo deste texto, você vai entender como o tratamento funciona, em quais situações pode ser indicado e quais cuidados fazem parte da recuperação.
O que é o tratamento de varizes com espuma
Na escleroterapia líquida, o medicamento esclerosante é aplicado diretamente na veia. Essa técnica é frequentemente utilizada no tratamento de vasinhos e veias de menor calibre. Para entender melhor as diferentes aplicações deste procedimento, confira nosso conteúdo sobre escleroterapia.
Já na escleroterapia com espuma, a substância esclerosante, como o polidocanol, é misturada a um gás para formar uma espuma de consistência semelhante à de um mousse. Uma das técnicas utilizadas para essa preparação é o método de Tessari, que tradicionalmente combina uma parte do medicamento com quatro partes de gás.
Ao ser injetada, a espuma desloca o sangue do interior da veia e mantém maior contato com a parede do vaso. A ação do medicamento provoca uma reação controlada que leva ao fechamento da veia tratada. Com o passar do tempo, o organismo reabsorve esse vaso, e o sangue é direcionado para outras veias que mantêm a circulação.
Quando o tratamento para varizes com espuma densa é indicado
A escleroterapia com espuma pode ser indicada para diferentes tipos de varizes, incluindo veias de médio e maior calibre. A escolha depende da localização dos vasos, do fluxo sanguíneo, dos sintomas e das condições clínicas do paciente. O Eco Doppler vascular é um exame importante nessa avaliação, pois permite analisar a circulação e orientar o planejamento do tratamento.
A espuma também pode ser utilizada em casos de varizes que voltaram após procedimentos anteriores e em veias próximas a úlceras venosas. Nessas situações, a técnica pode contribuir para o tratamento da doença venosa, conforme as características de cada caso.
Isso não significa que a espuma substitua a cirurgia ou outras técnicas em todas as situações. A escolha entre os procedimentos considera a anatomia das veias, os resultados dos exames e os objetivos do tratamento. Em alguns casos, diferentes técnicas podem ser combinadas para abordar os diversos pontos de comprometimento da circulação.
Entre as situações em que a escleroterapia com espuma pode ser considerada, estão:
- Varizes recidivadas: quando as veias voltam a apresentar alterações após um tratamento anterior. A espuma pode ser utilizada em determinados vasos residuais ou recorrentes, conforme a avaliação pelo ultrassom Doppler.
- Úlceras venosas: em pacientes com feridas relacionadas à doença venosa crônica, a aplicação de espuma em veias próximas à úlcera pode fazer parte da estratégia de tratamento, contribuindo para o controle da hipertensão venosa e para a cicatrização.
- Pacientes com risco cirúrgico elevado: em algumas situações, a espuma pode ser considerada quando as condições clínicas do paciente tornam outras intervenções menos adequadas. A idade isoladamente, porém, não determina a escolha da técnica.
A escleroterapia com espuma também apresenta contraindicações e situações que exigem cuidados adicionais. Alergia conhecida à substância esclerosante e tromboembolismo venoso agudo, por exemplo, são contraindicações importantes. Na presença de comunicação cardíaca com passagem de sangue da direita para a esquerda, como em determinados casos de forame oval patente, o procedimento também pode oferecer riscos.
Gestação, amamentação, histórico de trombose e algumas condições neurológicas ou cardiovasculares exigem avaliação individualizada. Por isso, a consulta com o cirurgião vascular e a análise dos exames são etapas fundamentais antes da definição do tratamento.
Como é realizado o procedimento com espuma densa?
Antes da aplicação, o médico avalia as veias com o ultrassom Doppler e identifica os vasos que serão tratados. Esse mapeamento orienta a aplicação e permite acompanhar o procedimento por meio de imagens em tempo real.
Em seguida, a espuma esclerosante é preparada e injetada diretamente nas veias selecionadas, com auxílio do ultrassom. O procedimento costuma ser realizado em ambiente ambulatorial, sem necessidade de internação. A anestesia local pode ser utilizada, conforme a técnica e as características do paciente.
A aplicação exige conhecimento da anatomia vascular e domínio da técnica. Por isso, deve ser realizada por médico habilitado em angiologia e cirurgia vascular, responsável por definir a concentração e o volume da espuma, além de acompanhar possíveis intercorrências.
Como é o pós-procedimento?
Após a aplicação, o paciente geralmente pode caminhar e retomar boa parte das atividades habituais, seguindo as orientações médicas. A mobilização é recomendada, enquanto exercícios intensos e períodos prolongados sem movimentação podem exigir restrições temporárias.
O uso de bandagens ou meias de compressão pode ser indicado por um período definido pelo médico. A duração varia conforme a extensão das veias tratadas e o protocolo adotado. Também pode ser recomendado evitar a exposição solar direta na região, especialmente enquanto houver hematomas ou alterações na pele, para reduzir o risco de manchas.
É possível apresentar desconforto leve, hematomas, sensibilidade e endurecimento temporário no trajeto das veias tratadas. Essas manifestações costumam melhorar gradualmente. Dependendo da extensão e das características das varizes, mais de uma sessão pode ser necessária.
Escleroterapia com espuma na Angioclínica
A presença de varizes, sensação de peso nas pernas e inchaço pode indicar a necessidade de uma avaliação vascular. A escleroterapia com espuma é uma das técnicas disponíveis para o tratamento, mas sua indicação depende das características de cada caso.
Na Angioclínica, a equipe de angiologia e cirurgia vascular realiza a avaliação individualizada, que pode incluir o Eco Doppler vascular, para analisar a circulação e definir a abordagem mais adequada.
Para saber qual tratamento é indicado para você, agende uma consulta com nossa equipe.





