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Varizes pélvicas: entenda a condição, os sintomas e como é feito o diagnóstico

Doenças Venosas

As varizes pélvicas são uma condição vascular ainda pouco conhecida, mas que afeta um número significativo de mulheres — especialmente em idade fértil. Diferentemente das varizes que aparecem nas pernas, essas veias dilatadas se desenvolvem na região da pelve, ao redor do útero, das tubas uterinas e dos ovários.

Esse quadro pode provocar dor pélvica persistente, muitas vezes confundida com outras condições ginecológicas, como a endometriose. Por isso, é comum que o diagnóstico leve mais tempo do que o ideal.

Compreender o que são as varizes pélvicas, reconhecer seus sintomas e saber quando buscar avaliação médica é fundamental para um diagnóstico preciso e para a escolha do tratamento adequado. Continue a leitura para saber mais.

O que causa varizes pélvicas?

As varizes pélvicas são veias dilatadas e tortuosas que se formam na região da pelve, afetando principalmente as mulheres. Nos homens, uma condição semelhante nessa região é conhecida como varicocele.

As veias pélvicas têm papel fundamental na drenagem do sangue da região. Quando há dificuldade no retorno venoso ao coração, o sangue se acumula, aumentando a pressão dentro das veias e levando à sua dilatação.

Entre as principais causas estão a predisposição genética e a gravidez. Durante a gestação, as veias pélvicas se dilatam para acomodar o aumento do volume sanguíneo e o crescimento do útero. Em alguns casos, essas veias não retornam ao seu tamanho normal após o parto. Além disso, as alterações hormonais desse período também contribuem para o enfraquecimento das paredes dos vasos.

O risco é maior em mulheres entre 30 e 50 anos, especialmente aquelas que tiveram múltiplas gestações. Fatores hormonais e distúrbios menstruais também podem estar associados ao desenvolvimento da condição. Quando há histórico familiar, a atenção deve ser ainda maior, principalmente a partir da primeira gestação.

Quais são os sintomas das varizes pélvicas?

Os sintomas das varizes pélvicas podem ser facilmente confundidos com os de outras condições ginecológicas, como a endometriose, o que frequentemente atrasa o diagnóstico.

O principal sinal é a dor pélvica crônica, geralmente descrita como uma dor profunda e persistente na região inferior do abdômen. Esse desconforto tende a piorar após longos períodos em pé ou sentada e costuma aliviar ao deitar.

Outros sintomas que podem estar presentes incluem:

  • Sensação de peso ou pressão na região pélvica;
  • Dor persistente ou que se intensifica após a relação sexual;
  • Piora dos sintomas ao longo do dia;
  • Aumento da frequência urinária e sensação de peso na bexiga;
  • Associação com varizes nas pernas e hemorroidas.

Muitas pacientes relatam dor contínua, com variações de intensidade ao longo do dia. Quando esse padrão de dor pélvica persistente está presente, é fundamental investigar a possibilidade de varizes pélvicas com avaliação especializada.

Como é feito o diagnóstico das varizes pélvicas

O diagnóstico das varizes pélvicas pode ser desafiador, principalmente porque os sintomas se confundem com os de outras condições ginecológicas. Por isso, além de uma avaliação clínica detalhada, são necessários exames de imagem específicos para confirmar o diagnóstico.

Entre os principais exames utilizados estão o Eco Doppler vascular, a angiorressonância magnética e a angiotomografia computadorizada, que permitem avaliar o fluxo sanguíneo e identificar alterações nas veias da região pélvica.

Em alguns casos, pode ser indicada a flebografia pélvica, um exame mais detalhado e invasivo, utilizado quando há necessidade de confirmação diagnóstica ou planejamento do tratamento.

A avaliação por um cirurgião vascular é fundamental nesse processo, pois garante uma análise precisa do quadro e a definição da melhor conduta para cada paciente.

Varizes pélvicas têm cura? Como tratar?

As varizes pélvicas não têm cura definitiva, mas os sintomas podem ser controlados de forma eficaz com o tratamento adequado. A abordagem é sempre individualizada e leva em consideração a intensidade dos sintomas, a extensão da doença e as características de cada paciente.

Nos estágios iniciais, o tratamento pode incluir medicamentos e, em alguns casos, terapias hormonais, com o objetivo de aliviar os sintomas e reduzir a dilatação das veias. Mudanças no estilo de vida, como evitar longos períodos em pé ou sentada, também ajudam no controle do desconforto.

Quando o tratamento clínico não é suficiente ou o quadro está mais avançado, podem ser indicados procedimentos minimamente invasivos ou cirúrgicos.

Entre as principais opções estão:

  • Cirurgia laparoscópica, que liga os vasos dilatados para redirecionar o fluxo sanguíneo;
  • Embolização, técnica minimamente invasiva que bloqueia as veias comprometidas por meio da introdução de pequenas molas ou agentes específicos.

A embolização tem se destacado por ser menos invasiva, com recuperação mais rápida e bons resultados no controle dos sintomas.

O uso de meias de compressão também pode ser recomendado em alguns casos, especialmente quando há associação com varizes em membros inferiores, ajudando a melhorar a circulação de forma geral.

Como é a cirurgia para varizes pélvicas?

O principal tratamento intervencionista para varizes pélvicas é a embolização das veias pélvicas, especialmente da veia ovariana. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, realizado por um cirurgião vascular ou especialista em radiologia intervencionista.

A técnica é feita por meio da introdução de um cateter fino em uma veia, geralmente na região da virilha ou do braço. Com o auxílio de imagem em tempo real, o médico navega até as veias comprometidas e realiza o bloqueio do fluxo sanguíneo por meio da aplicação de molas metálicas, agentes esclerosantes ou outras substâncias específicas.

Esse bloqueio interrompe o refluxo venoso responsável pelos sintomas, fazendo com que o sangue passe a circular por veias saudáveis, aliviando a dor e a sensação de peso na pelve.

Entre as principais vantagens da embolização estão:

  • Procedimento minimamente invasivo, sem cortes cirúrgicos;
  • Realização com anestesia local e sedação leve;
  • Rápida recuperação e retorno precoce às atividades;
  • Baixos índices de complicações;
  • Alta taxa de melhora dos sintomas.

Na maioria dos casos, a paciente recebe alta no mesmo dia e pode retomar gradualmente sua rotina nos dias seguintes, conforme orientação médica.

Quais as consequências das varizes pélvicas?

Embora não sejam consideradas uma condição grave na maioria dos casos, as varizes pélvicas podem causar impacto significativo na qualidade de vida quando não tratadas.

O principal problema está na dor pélvica crônica, que pode se tornar persistente e interferir em atividades do dia a dia, no bem-estar emocional e até na vida sexual da paciente.

Em situações menos comuns, pode haver a formação de coágulos nas veias dilatadas. Se esse coágulo se deslocar, existe o risco — embora raro — de embolia pulmonar, uma condição que exige atendimento médico imediato.

Além disso, as varizes pélvicas podem estar associadas a outras manifestações da insuficiência venosa, como:

  • Varizes nos membros inferiores;
  • Sensação de peso e desconforto abdominal;
  • Piora dos sintomas ao longo do dia ou durante o período menstrual.

É importante destacar que as varizes pélvicas não comprometem a fertilidade nem impedem uma futura gestação. No entanto, os sintomas podem se intensificar durante a gravidez, devido às alterações hormonais e ao aumento da pressão sobre as veias da pelve.

Quando procurar avaliação médica?

Muitas mulheres convivem com dor pélvica por longos períodos sem um diagnóstico claro, acreditando se tratar de cólicas intensas ou alterações ginecológicas comuns.

No entanto, é importante buscar avaliação especializada quando houver:

  • Dor pélvica persistente por mais de 6 meses;
  • Dor que piora ao longo do dia ou ao permanecer em pé;
  • Desconforto durante ou após a relação sexual;
  • Sensação de peso na região inferior do abdômen;
  • Associação com varizes nas pernas ou outros sintomas circulatórios.

O diagnóstico precoce permite identificar a causa correta da dor e iniciar o tratamento adequado, evitando a progressão dos sintomas.

Angioclínica: o melhor cuidado para sua circulação está aqui

Se você convive com dor pélvica crônica, sensação de peso na região abdominal ou outros sintomas descritos ao longo deste conteúdo, é importante não ignorar esses sinais.

As varizes pélvicas têm diagnóstico e tratamento, e quanto mais cedo forem identificadas, maiores são as chances de controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida.

Na Angioclínica, você conta com uma equipe especializada em saúde vascular, preparada para oferecer um atendimento completo, com avaliação detalhada, exames modernos e definição de um plano terapêutico individualizado.

Nosso compromisso é unir tecnologia, experiência e cuidado humanizado em todas as etapas do atendimento. Agende sua consulta e dê o primeiro passo para uma vida com mais conforto e bem-estar.

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